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Terça-feira, 14/02/2012 às 20h16, Imprensa Blairo Maggi
Dia 15 de março, essa é a data limite que o Partido da República estipulou para definir se volta ou não à base do Governo Dilma. De acordo com o líder do PR no Senado, Blairo Maggi (MT), o Governo é quem precisa mostrar qual o espaço da sigla e se quer a participação dos republicanos como aliados do PT. A decisão foi repassada à ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvati, em reunião na tarde de hoje (14.02), junto com o líder do PR da Câmara, deputado Lincoln Portela (MG).
“Fomos cumprir uma agenda com a Ideli por que a bancada, principalmente da Câmara, está um pouco ansiosa com o futuro do partido dentro do Governo (ou junto com o Governo). Tanto eu quanto o Lincoln colocamos essa preocupação. Qual o tamanho do partido, ele é ou não é Governo? Viemos buscar uma solução para esse assunto e queremos uma definição clara até dia 15 de março. Teremos uma agenda com a presidente Dilma exatamente para fechar a posição acerca disso”, disse Blairo.
Questionado sobre esse posicionamento do PR, uma vez que, a sigla não deixou de atuar na base aliada de Dilma, Maggi concorda, mas, alerta que na Câmara dos Deputados se não houver consenso, não haverá mais esse apoio.
“O partido realmente acompanhou o Governo em todas as votações depois de julho do ano passado, mesmo depois de ter saído do Ministério dos Transportes. Mas, pela Câmara (onde o assunto é mais sensível), se o PR não tiver um espaço no Governo essa ‘volta oficial’ não vai acontecer e então deve haver alguma liberação de bancada, algo do gênero”, ressaltou o senador.
Segundo Blairo, o PR está disposto a voltar à base (de fato e de direito), mas depende do Governo dizer o que espera da sigla. “Hoje, colocamos um prazo para que isso se defina, precisamos saber qual o tamanho do partido e não seremos nós que decidiremos qual espaço deve ter, esperamos que o Governo faça isso”, pontuou Maggi.
Quanto ao fato do atual ministro dos Transportes, Paulo Sérgio, ser do Partido da República - e ter permanecido no cargo após a queda de Alfredo Nascimento-, o líder foi mais uma vez categórico, ‘nossa posição continua a mesma, ele foi uma indicação pessoal da presidente Dilma e embora seja do PR não consideramos da cota do partido, aliás, se considerássemos não estaríamos mais discutindo sobre isso’, reiterou.
Autor(a): Alana Casanova
Fonte: Assessoria de Comunicação | Blairo Maggi
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