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Comissão de Serviço e Infraestrutura
Quinta-feira, 09/02/2012 às 11h08, Imprensa Blairo Maggi
A partir de hoje (09.02) a aviação civil torna-se foco dos trabalhos de um grupo de senadores que, entre outros quesitos, irão discutir a rotina dos aeronautas brasileiros.
Ligada à Comissão de Infraestrutura (CI), a Subcomissão Temporária sobre a Aviação Civil (CISTAC) contará com subsídios de pilotos e profissionais da categoria para enriquecer o debate.
“Nossa proposta é iniciar uma ampla discussão que envolva a carga horária desses trabalhadores e regras das companhias aéreas brasileiras. Estamos em busca de um consenso com a categoria e precisamos atender, inclusive, todas as recomendações sobre gerenciamento de fadiga”, explicou o presidente da nova subcomissão, Vincentinho Alves que foi eleito na manhã desta quinta-feira na reunião de abertura da CI.
A jornada de trabalho dos aeronautas brasileiros tornou-se alvo de grandes debates desde o mês de agosto do ano passado, quando passou a tramitar nas comissões do Senado o PLS 434/2011, de autoria do senador Blairo Maggi, que propõe alterações na jornada de trabalho desses profissionais.
“Essa proposição, lembro aos aeronautas, não é impositiva. Considero apenas o primeiro passo. Os profissionais não gostaram de mexermos com isso, tanto que a proposta se tornou bastante polêmica, ao ponto de recebermos muitos comunicados, e-mails e manifestações nas redes sociais. Essa é a oportunidade de iniciarmos uma grande discussão e aproveitar todas essas colaborações que estão chegando. É extremamente relevante nos debruçarmos sobre essas participações, pois, só assim vamos alcançar um senso comum que seja bom para os trabalhadores e para os usuários do sistema", assentiu Maggi.
Gerenciamento de fadiga
Desde dezembro passado (2011) a Associação Brasileira dos Pilotos da Aviação Civil Condutores de Avião (ABRAPAC), por meio do consultor Paulo Licati, subsidia a revisão de pontos relevantes da rotina de trabalho dos profissionais aviadores não atendidos pela atual legislação, editada há 26 anos (Lei nº 7.183/84).
De acordo com resultados obtidos a partir de softwares que auxiliam o gerenciamento de fadiga, é possível concluir, de acordo com Licati, que grande parte dos aviadores extrapola a carga de trabalho recomendável para a segurança dos voos.
“Mesmo com as atuais regulamentações acerca do tema, é crítico o atual modelo brasileiro”, recomendou Licati ao lembrar que ainda não há no Brasil, estatísticas de fadiga desses profissionais.
Outro fator relevante que, de acordo com os senadores Maggi e Vincentinho, será foco dos trabalhos é a construção das escalas de trabalho. “Um grave problema detectado pelos comunicados recebidos, e acontece em virtude da quantidade de seguidas madrugadas trabalhadas”, reconheceu Maggi.
Autor(a): Monique Cavalcante
Fonte: Assessoria de Comunicação | Blairo Maggi
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