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Sala de Imprensa  Notícias

“Não quero ver um campo de batalha na votação do Código Florestal”, pediu Maggi

Comissão de Agricultura e Reforma Agrária


Quinta-feira, 01/12/2011 às 16h11, Imprensa Blairo Maggi

Na tentativa de apaziguar as duas principais frentes representativas do Código Florestal, ambientalistas e agricultores, o senador mato-grossense Blairo Maggi lembrou nessa quinta-feira (01.12), na Comissão de Agricultura do Senado, que durante a construção do texto - que será votado na semana que vem - foram ouvidos todos os setores envolvidos no processo durante a realização das audiências públicas.


Desde o início da semana, áreas externas do Congresso Nacional tornaram-se palco de legítimas manifestações populares contrárias ao texto que será apreciado na próxima terça-feira (06.12). “Tenho ouvido, visto na TV e conversado com alguns jornalistas sobre um movimento com o qual não concordo, porque os mesmos que estão agora criticando o que foi feito são os que estavam nas nossas comissões e discussões durante todo o período de debate. Claro que não a massa de manobra, mas os intelectuais, ‘os cabeças’ desses movimentos estavam conosco sim, eu conheço a maioria deles e por isso não concordo com o cenário que estão criando agora”, disse Maggi.

 

No último dia 29, ambientalistas – que admitem a existência de pontos positivos no novo texto - estiveram no Palácio do Planalto para protestar contra trechos que, segundo eles, reduzem a proteção das Áreas de Preservação Permanente (APPs). A negociação com o Planalto gira em torno de um possível veto da presidente Dilma Roussef justamente a esses parágrafos da legislação.

 

“Aqueles que foram conversar com a presidente Dilma são os mesmos que estavam conversando conosco antes da finalização do texto”, lamentou o parlamentar. Entre os pontos positivos enfatizados pela própria frente ambientalista estão as ressalvas introduzidas em prol da agricultura familiar, pontos estes, defendidos pelo senador mato-grossense desde a chegada do texto ao Senado, em julho desse ano.

 

“Ribeirinhos, quilombolas, pequenos e grandes produtores são os mais interessados em manter a floresta preservada. Esses setores, ou atuam de forma sustentável ou terão sua produção prejudicada, pois, uma coisa depende da outra”, ressaltou Maggi na última reunião da Comissão de Meio Ambiente.

 

Na próxima terça-feira então, os senadores se reunirão para votar o texto final da nova Lei ambiental, que seguirá posteriormente para apreciação da Câmara dos Deputados. Blairo lembra ainda, que mesmo com a nova redação praticamente definida, é de suma importância a participação ativa da sociedade.

 

“No dia 06.11 queremos ver no Plenário os setores produtivos também, porque os ambientalistas já estarão aqui. Demos um passo à frente. Chegamos onde era a (questão da) briga. Eu não queria e não quero ver um campo de batalha, mas um campo de apoiamento, pois, estamos discutindo questões de grande relevância para o Brasil e que servirão de modelo para o mundo inteiro”, apaziguou. 


Autor(a):  Monique Cavalcante


Fonte: Assessoria de Comunicação | Blairo Maggi

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